
No fim de cada ano, vou-me habituando a refletir um pouco no que aconteceu durante estes últimos trezentos e sessenta e cinco dias que vivi. Tomei o gosto por passar em revista, cá na minha cabeça, tudo quanto preencheu e marcou o ano que está a chegar ao fim. Tiro sempre um tempinho para pensar em tudo quanto aconteceu durante este ano, e hoje não será exceção. Pensando então um pouco no que foi o ano de 2011 na minha vida, posso dizer que foi um bom ano, repleto de momentos que despertaram os mais variadíssimos sentimentos e emoções e que, me ajudaram a tornar-me um melhor ser humano. Não considero que tenha sido melhor nem pior que o ano transato, foi diferente. Bastante diferente. Trouxe riqueza à minha vida em praticamente todos os seus domínios.
2011 foi ano de muito trabalho a nível académico. Foi ano de concluir a primeira etapa do mestrado: o primeiro ano. Foi o ano em que pude conhecer e conviver durante muito mais tempo com os novos colegas de universidade e ganhar uma muito maior afeição ao Porto, à minha cidade natal. Se já antes gostava da Invicta Cidade do Porto, agora sinto-me também em casa quando lá estou.
Foi em 2011 que comecei o maior desafio de toda a minha vida, que abracei em pleno a profissão que quero desempenhar até ao fim da minha vida: a docência. Em 2011 senti os nervos aflorarem à pele antes de dar a primeira aula de toda a minha vida. Mas foi também neste ano que senti a alegria profunda em sentir que as minhas aulas chegaram àqueles alunos. Foi neste ano que dei as minhas primeiras aulas no âmbito do estágio curricular do mestrado. Comecei a ser a professora que sempre quis ser e dei os primeiros passos no âmbito profissional, com a melhor orientação que poderia, alguma vez, desejar. Em 2011 aceitei formar parte de um núcleo de estágio e começar a desempenhar o trabalho que farei daqui por diante.Em 2011 também vivi momentos mais tristes. Vi uma das minhas gatas agonizar e morrer, mesmo à minha frente, no meu jardim. Não foi fácil, mas o que é certo é que estes momentos fazem parte do caminho que trilhamos pela vida fora. Resta-nos ter a força e o vigor para seguir em frente.
Mas, por outro lado, em 2011 vivi alguns momentos particularmente bons e emocionantes. A meio do ano fiz exame de piano de 8º grau, concluíndo assim o Conservatório. Chegar ao fim daquele exame e olhar para tudo aquilo que preencheu estes dez anos de Conservatório foi maravilhoso. Esperava aquele momento há tanto tempo! Foi espetacular partilhar este momento com os professores, aquelas pessoas que tão bem e pacientemente me ensinaram praticamente tudo o que sei a nível musical e com os colegas que me viram desenvolver musicalmente. Foi um momento muito, muito bom.
2011 foi, também, o ano em que fiz um Convívio Fraterno, o 1156. Foi o ano em que, durante os três dias em que estive naquela casa, redescobri e reconheci o Deus em que acredito e de quem falo aos meus meninos da catequese: um Deus que é Pai, cujo amor é infinito e incondicional. Em 2011 tornei-me conviva e renovei o meu compromisso com a Igreja de Jesus Cristo, a igreja da qual sou pedra viva.
Mas foi também em 2011 que vivi a maior aventura de fé que até então alguma vez aceitei. Em 2011 fui, pela primeira vez, peregrina de uma Jornada Mundial da Juventude. Em 2011 fui a Madrid e estive com mais de um milhão de jovens de todo o mundo no maior encontro e oração com o Santo Padre. Lá em Madrid, como diz o poeta, senti "tudo de todas as maneiras", mas voltei muito mais firme na fé, com muito mais ânimo para continuar a minha missão na diocese onde vivo e na paróquia da qual faço parte.
Foi também neste ano que aceitei mais um desafio: ajudar à dinamização de espaços de Oração de Taizé promovidos pelo SDPJV Aveiro. Acredito que somos muito mais pessoas e muito mais seres humanos se colocarmos os nossos talentos a render, em função dos outros. E foi isso que decidi fazer ao aceitar mais este desafio que traz, também, bastante riqueza à minha vida.
2011 foi ano com lugar para alguns passeios. Além de Almedinilla, Córdoba e Madrid na JMJ, houve lugar para conhecer Londres e voltar ao Algarve, ao fim de tantos anos sem ir. Foi muito bom fazer férias dentro do país e passear por alguns lugares do sul do país que me eram desconhecidos.
2011 foi ano de escrita, de muitas mensagens aqui no Mar de Desabafos. Foi ano também de alguma ausência, mas não de esquecimento. Foi ano de vida com os amigos de sempre, havendo lugar para o alargamento do leque das amizades. Foi ano de criatividade, de partilhas e de muita escrita, daquilo que preenche o coração. 2011 foi ano de saídas entre amigos, de muita música, de muito estudo, de muita diversão e de muita vida. Foi mais um ano de crescimento e de realização pessoal.
Agora, agora que estamos a chegar ao fim de mais um ano, o meu maior desejo é que viremos uma página mais no livro da nossa vida da melhor maneira! Que 2012 seja um ano muito próspero e nos traga a realização dos sonhos da nossa vida e muita riqueza para a nossa vida; em todos os dias de todos os meses.
As mensagens de 2011 terminam por aqui, com estas palavras. Mas a vida do Mar de Desabafos não acaba com o fim do ano! Espero poder continuar a partilhar com todos quantos me lêem, comentam e seguem, tudo o que marca a minha vida e lhe confere o seu verdadeiro sentido. Para todos ficam os meus votos de Bom Ano 2012. Que seja um ano muito frutífero para todos nós!
4 Búzios:
Bom ano querida
Bom Ano Novo 2012 ;)
Um 2012 maravilhoso para ti, Martinha :)
O teu ano que passou foi muito emocionante, sim. Como te entendo ! Força e muita alegria para o que aí vem :)
Um beijinho grande!
Um excelente 2012 Martinha, tu bem mereces.
Tudo de bom e muitas felicidades :)*
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